| Prisão de ventre, dilatação
e ardor no estômago são perturbações
frequentes. Estas perturbações resultam muitas vezes
de dificuldades na digestão dos alimentos.
Escolha alimentos "leves"
Certos alimentos são mais fáceis de digerir que outros.
Quanto mais rica em gorduras for uma refeição, mais
demorada será a sua digestão. As refeições
ditas “pesadas” requerem uma maior produção
de suco gástrico para a digestão, o que pode provocar
ardor em pessoas mais sensíveis. Além disso, é
frequente sentirmo-nos cheios, sonolentos e pouco activos, após
este tipo de refeições.
Por outro lado, os cereais e derivados integrais (pão, arroz,
massa, etc.), fruta e legumes, são alimentos “leves”,
pois para além de serem pobres em gordura, são muito
ricos em fibras. Estes poupam-nos a sensação de barriga
pesada e previnem a obstipação, ao activar o trânsito
intestinal. No entanto, se tiver propensão para flatulência,
prefira os frutos e legumes cozinhados, de forma a melhorar a tolerância
do seu organismo às fibras desses alimentos.
Mastigar bem os alimentos
A digestão é um processo fisiológico que consiste
na redução e transformação dos alimentos
em partículas mais pequenas, de forma a permitir a sua absorção
e utilização pelo organismo. Este processo tem início
na boca, com a mastigação.
Quanto melhor mastigarmos os alimentos, mais facilitada estará
a digestão no estômago. Se pelo contrário, o
estômago receber pedaços de alimentos demasiado grandes,
este necessitará de produzir maior quantidade de ácido
gástrico e de mais tempo para digerir os alimentos, antes
de seguirem para o intestino.
Uma boa mastigação limita a produção
de ácido gástrico e estimula os receptores sensoriais,
que dão o sinal de arranque para a produção
das secreções digestivas – preparando o tubo
digestivo para a recepção dos alimentos.
Não praticar demasiada actividade física após
as refeições.
Esta regra é bem conhecida pelos desportistas, pois é
recomendado que façam um intervalo de três horas entre
as refeições e as competições. Esta
regra deve-se ao facto do sangue não conseguir oxigenar,
correctamente e em simultâneo, o tubo digestivo e os músculos
em actividade.
Alguns estudos efectuados em ciclistas revelaram que, se pedalarmos
a toda a velocidade após uma refeição, a progressão
dos alimentos no tubo digestivo é bloqueada e há um
risco de refluxo do estômago para o esófago, por vezes
com vómitos; e que a digestão é perturbada,
mesmo se pedalarmos suavemente. No entanto, não é
caso para se deitar a seguir às refeições!
A posição deitada também pode provocar vómitos,
porque o esvaziamento do estômago é dificultado, sobretudo
se a refeição tiver sido gordurosa ou muito abundante.
O ideal é fazer uma caminhada tranquila ou realizar uma actividade
sentada, após a refeição.
Beber água suficiente
Recomenda-se entre 1,5 L a 2 L ou 8 a 10 copos de água por
dia. Uma hidratação adequada, além de manter
o equilíbrio de todas as reacções físicas
e químicas do nosso organismo, facilita a eliminação
de toxinas pelos rins e ajuda a prevenir a prisão de ventre.
As águas minerais com gás podem ajudar a digestão,
em caso de estômago “pesado”. O chá e as
infusões também podem estimular a digestão.
Tenha atenção ao café muito forte ou em excesso,
pois este pode provocar irritação das mucosas gástricas
em pessoas mais sensíveis.
Preserve a sua flora intestinal
O nosso intestino é habitado por milhões de bactérias
de várias espécies – a que se dá o nome
de flora intestinal. Esta é indispensável ao funcionamento
do intestino e à manutenção de um trânsito
intestinal normal. Desta forma, os alimentos que têm um melhor
impacto na flora intestinal são os iogurtes e leites fermentados
com bactérias probióticas e alimentos ricos em determinadas
fibras alimentares (com efeito prebiótico).
Os iogurtes e leites fermentados contêm fermentos lácticos
(bactérias) vivos. Uma boa parte destas bactérias,
ditas probióticas, resiste à digestão no estômago
e chega viva ao intestino, interagindo com as bactérias da
flora intestinal e impedindo a invasão de bactérias
nocivas.
Por outro lado, alguns tipos de fibras alimentares favorecem um
desenvolvimento saudável da nossa flora intestinal. São
exemplo, as fibras que se encontram naturalmente em frutas, vegetais
e cereais, tais como, bananas, cebolas, alho, espargos, alho-francês,
tomate, trigo e cevada.
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