Hoje é já totalmente comprovada a influência
da alimentação no rendimento desportivo. Ao contrário
do que muitos pensam, há poucas diferenças entre a
orientação alimentar de atletas e de não atletas.
A alimentação dos desportistas diferencia-se em três
pontos específicos: maior necessidade de líquidos,
de energia e leve aumento das necessidades proteicas.
O exercício físico promove diversas alterações
metabólicas e fisiológicas que levam a um aumento
do gasto energético. Desta forma, o atleta necessita de
mais calorias para manter o seu peso (se este for o objectivo,
ou seja, se o indivíduo já apresentar um peso saudável).
Porém, isso não quer dizer que o mesmo deva consumir
mais alimentos ricos em açúcares ou gordura, já
que o excesso desses nutrientes pode levar a prejuízos
tanto na performance, como na saúde a longo prazo. O aumento
do fornecimento calórico deve ser feito de forma equilibrada,
dando prioridade à variedade e à moderação
entre os grupos alimentares.
- O atleta deve ter uma atenção especial em relação
aos hidratos de carbono, que fornecem energia de forma rápida
para o organismo durante a prática desportiva. Os alimentos
ricos em hidratos de carbono são: pães, biscoitos,
massas, cereais, bolachas integrais, etc.
- Para satisfazer as necessidades proteicas do atleta, as refeições
devem incluir alimentos fornecedores deste nutriente, como leite,
iogurtes e queijos, carne, peixe, ovos e leguminosas (feijão,
soja, lentilhas e grão-de-bico).
- Existe uma ideia errada no que diz respeito à gordura
na alimentação do atleta. Uma alimentação
extremamente pobre neste nutriente pode ser tão prejudicial
como uma alimentação com muita gordura. A gordura
da alimentação é uma fonte importante de
energia, além de fornecer ácidos gordos essenciais
e algumas vitaminas. Obviamente, o excesso pode prejudicar seu
rendimento. Devem ser evitados os fritos, queijos curados, molhos
gordos (ex. maionese), chouriço, bacon, etc.
- Recomenda-se uma ingestão abundante de água
antes, durante e após a prática de actividade física,
uma vez que a desidratação possibilita o surgimento
de cãibras, hipertermia (temperatura corporal excessiva)
e fadiga prematura (tanto física como mental), provocando
um prejuízo significativo no desempenho desportivo.