A ciência parece não ter dúvidas em eleger
este lacticínio como um ás de trunfo. Só
lhe encontramos qualidades: praticamente não ocupa espaço
e podemos transportá-lo connosco para todo o lado, é
«fácil» de ingerir e versátil –
existe sob a forma líquida, sólida, aromatizada,
com cereais, entre muitas outras versões. Está disponível
trezentos e sessenta e cinco dias por ano e o espírito
competitivo que se desenvolveu entre a sua classe só fez
com que se tivesse tornado ainda melhor.
Os estudos científicos têm sido unânimes
ao salientar os seus benefícios para o nosso organismo.
Falamos do iogurte, pois claro. Trate já de reservar uma
prateleira do seu frigorífico.
Medalha de honra
No ranking dos alimentos, o iogurte encontra-se num lugar de destaque,
graças à quantidade abundante de vitaminas, proteínas
e minerais que tem na sua composição.
Boião de laboratório
As culturas vivas de microrganismos que existem no iogurte actuam
como um escudo protector do nosso sistema imunitário. Algumas
pesquisas demonstraram que a ingestão de iogurte optimiza
a resistência e performance das nossas defesas e uma investigação,
publicada no Journal of Nutrition, salientou o poder preventivo
e também curativo destas bactérias no que toca a
certas patologias inflamatórias. Cientistas japoneses comprovaram
igualmente que o iogurte natural combate a formação
de placa bacteriana e reduz em oitenta por cento os níveis
de sulfato de hidrogénio, a principal causa do mau hálito.
Exterminador de calorias
Esta vertente do iogurte irá, com certeza, agradar a muitas
leitoras. Imagine que, enquanto se delicia com um iogurte, está
a apostar, simultaneamente, no sucesso da sua dieta e a refirmar
a sua silhueta! Parece bom demais para ser verdade, mas o álibi
«científico» que o iogurte tem não deixa
margem para dúvidas. Um estudo recente, publicado no International
Journal of Obesity, demonstrou que os adultos obesos que ingeriam
três iogurtes magros diariamente (integrados numa dieta
de baixas calorias) conseguiram uma perda de massa gorda cerca
de sessenta por cento superior àqueles que não incluíram
o iogurte na sua dieta, mantendo a massa muscular graças
ao reforço de cálcio fornecido pelo iogurte.
Anti-osteoporose
O iogurte é uma fonte privilegiada de cálcio, o
que o transforma numa arma fundamental na prevenção
de osteoporose. Possuidor de fermentos com actividade lactásica,
é a opção ideal para quem manifesta intolerância
à lactose e tem que prescindir da ingestão de leite.
Mas o iogurte surpreende-nos com outra mais-valia na guerra contra
este ladrão silencioso: a existência, na sua composição,
de uma proteína, a lactoferrina, que estimula o aumento
e actividade dos osteoblastos, células formadoras de osso.
Para além desta função importante, esta proteína
retarda, entre cinquenta a setenta por cento, a velocidade a que
os osteoblastos morrem, reduz a formação de osteoclastos
(as células responsáveis pela destruição
do osso) e fomenta a proliferação de condrocitos,
que intervêm na formação da cartilagem.
Pele de iogurte
Não é à toa que o iogurte é um dos
ingredientes utilizados em máscaras caseiras, pois ajuda
a desobstruir os poros e amacia a pele, devido às suas
propriedades apaziguadoras.